Câncer de Bexiga

A bexiga é um órgão flexível localizado no baixo ventre que tem como principal função armazenar a urina antes de ser eliminada do corpo. A urina passa dos rins para a bexiga pelo ureter e deixa a bexiga através da uretra.

O câncer de bexiga geralmente começa na camada interna do órgão e pode se disseminar pelas paredes da bexiga, gânglios ou sangue.

Os principais tipos de câncer de bexiga são:

  • Carcinoma de células de transição: representa cerca de 90% dos casos e começam nas células que revestem o interior da bexiga

  • Câncer de células escamosas: tem início nas células escamosas, que são finas e planas e podem se formar na bexiga após uma infecção ou irritação prolongada

  • Adenocarcinoma: se desenvolve nas células glandulares (de secreção) como resultado de irritação e inflamação crônica

  • Carcinoma de Pequenas Células: tem início nas células neuroendócrinas. Estes cânceres são tipicamente tratados com quimioterapia

  • Sarcoma: Os sarcomas se iniciam nas células do músculo da bexiga, mas são raros

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 9.480 brasileiros vão receber diagnóstico de câncer de bexiga em 2018.

Informe-se sobre outros tipos de câncer:

 

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento do câncer de bexiga:

Tabagismo: principal fator de risco para o câncer de bexiga. Fumantes têm 3 vezes mais chances de ter câncer de bexiga do que os não fumantes. Os componentes da fumaça são absorvidos pelo sangue, passam pelos rins e se acumulam na urina podendo danificar o interior da bexiga e aumentar as chances de desenvolver o câncer de bexiga.

Idade: o risco aumenta com a idade. Cerca de 90% das pessoas com câncer de bexiga tem mais de 55 anos de idade.

Exposição a produtos químicos: entre eles a aminas aromáticas, como benzidina e beta-naftilamina, utilizados na indústria de corantes. Determinados produtos químicos orgânicos também podem colocar as pessoas em risco. Outros trabalhadores com risco aumentado de câncer de bexiga incluem pintores, mecânicos, tipógrafos, cabeleireiros e motoristas de caminhão, estes por estarem expostos à fumaça do óleo diesel.

Medicamentos ou Suplementos Fitoterápicos: o uso do medicamento pioglitazona para diabetes por mais de um ano pode estar ligado a um risco aumentado de câncer de bexiga. Os suplementos dietéticos que contêm ácido aristolóquico têm sido associados com um risco aumentado de câncer de bexiga.

Arsênico

Baixo Consumo de Líquidos: não beber líquidos em quantidade suficiente pode aumentar o risco de câncer de bexiga.

Raça e Etnia: pessoas brancas têm cerca de duas vezes mais chances de desenvolver câncer de bexiga do que as pessoas da raça negra.

Gênero: o câncer de bexiga é muito mais comum em homens do que em mulheres.

Irritações e Infecções crônicas: infecções urinárias, cálculos nos rins e bexiga, dentre outras causas de irritação crônica têm sido associadas com câncer de bexiga.

Genética e Histórico Familiar: pessoas com familiares que tiveram câncer de bexiga têm um risco aumentado para desenvolvimento da doença.

 

Os sintomas abaixo nem sempre indicam câncer de bexiga. Ao identificar algum desses sintomas procure o médico para que seja feita uma avaliação:

  • Sangue na urina (hematúria) – sintoma mais frequente. Dependendo da quantidade de sangue, a urina pode ter uma cor alaranjada ou vermelha escura ou a cor natural mesmo, onde pequenas quantidades de sangue somente são identificadas em um exame de urina de rotina. Normalmente, os estágios iniciais de câncer de bexiga causam pouco sangramento e pouca ou nenhuma dor. Identificar sangue na urina não significa ter câncer na bexiga. O sangue pode ser causado por outros motivos, como infecção, tumores benignos, pedras nos rins ou outras doenças renais benignas

  • Micção frequente, maior que a habitual

  • Sensação de dor ou queimação ao urinar

  • Urgência em urinar, mesmo quando a bexiga não está cheia

  • Dificuldade para urinar ou fluxo de urina fraco

 

O câncer de bexiga pode ser diagnosticado por meio da realização de exames de urina e de imagem (tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia) cujas lesões suspeitas serão confirmadas por uma cistoscopia, um tipo de endoscopia que permite visualizar o interior da bexiga por uma câmera introduzida pela uretra. Durante esse procedimento também pode ser realizada a retirada de fragmentos do órgão para encaminhar à biópsia.

 

O estadiamento é a forma de classificação do tumor considerando a sua extensão e ou o quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos, o que auxilia o médico na definição da melhor conduta terapêutica.

 

A definição do tratamento para câncer de bexiga depende de alguns fatores como o estágio da doença, a gravidade dos sintomas e a saúde geral do paciente. Por isso, deve ser personalizado. Uma ou mais das seguintes terapias podem ser recomendadas para tratar o câncer ou ajudar a aliviar os sintomas:

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Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
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