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Câncer de Mama

As mamas estão localizadas sobre o músculo peitoral, coberta por uma pele lisa e composta pelas aréolas (de coloração mais escura e arredondada) e papilas, por onde passam os ductos lactíferos. Sua função é produzir o leite que alimenta o bebê durante os primeiros meses de vida.

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O câncer de mama é originado pelo crescimento desenfreado das células no local, que surgem após uma mutação genética não corrigida pelo organismo. Essa alteração pode originar nódulos que, na maioria dos casos, são benignos e não correm o risco de se espalhar pelo corpo.  O câncer de mama é uma doença quase que exclusivamente feminina, mas também pode ocorrer em homens.

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Os principais tipos de câncer de mama são:

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  • Carcinoma Ductal Invasivo: o mais comum, corresponde aproximadamente a 85% dos casos. Inicia-se nas células dos ductos de leite, responsáveis por levar o líquido até os mamilos. Tem um dos maiores índices de cura, principalmente com o diagnóstico precoce;

  • Carcinoma Lobular Clássico: presente em cerca de 10% dos pacientes, desenvolve-se nas glândulas produtoras de leite – chamadas de lóbulos.

  • Câncer de Mama Inflamatório: corresponde aproximadamente a 2% dos casos. É um tipo mais agressivo, onde as células podem bloquear os vasos linfáticos na pele;

  • Câncer de Mama Metaplástico: aparece em menos de 1% de todos os casos da doença. Mais agressivo, é uma mistura de vários tipos de células e, por isso, o tratamento se torna mais desafiador;

  • Câncer de Mama em Homem: : menos de 1% dos diagnósticos da doença são no sexo masculino.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos 74 milnovos casos de câncer de mama no Brasil,  o triênio 2023-2025, sendo mais de 99% nas mulheres.

Informe-se sobre outros tipos de câncer:

Fatores de Risco

Fatores de Risco

​Diferente de algumas doenças, o câncer de mama não tem um fator isolado que possa ser a principal causa para o seu desenvolvimento. Dentre eles estão:

Fatores de Risco

Idade: a maioria dos diagnósticos são em mulheres acima dos 40 anos;

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Não ter filhos: quanto mais filhos você tiver, menor a probabilidade de desenvolver câncer de ovário.

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História Familiar e Síndromes Hereditárias se houver na família mais de um caso de câncer de mama, pode ser que exista uma síndrome hereditária. Mutações em genes como o BRCA1 ou o BRCA2 podem predispor ao desenvolvimento do câncer – inclusive em mulheres jovens com menos de 40 anos.

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Exposição à radiação

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Início da menstruação precoce, antes dos 12 anos.

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Terapia de reposição hormonal prolongada

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Menopausa tardia

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Uso de anticoncepcional oral prolongado

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Não amamentar

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Sintomas

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama podem variar de acordo com o paciente e, inclusive, algumas mulheres nem apresentam sintomas. É fundamental estar atenta e reconhecer se ocorreram mudanças na mama. Alguns sinais são:

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  • Caroço próximo à região dos seios ou embaixo do braço, ou nas axilas.

  • Dores na mama ou no mamilo

  • Inchaço na região da mama ;

  • Coceira contínua e sem causa conhecida na mama, particularmente de um lado só;

  • Saída de fluídos pelos mamilos;

  • Vermelhidão ou descamação da mama ou do mamilo

  • Retração da pele ou do mamilo e inversão do mamilo

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Esses sintomas nem sempre significam câncer de mama. Podem estar às vezes relacionados a muitas doenças benignas nas mamas como, por exemplo, os cistos, os fibroadenomas e as hiperplasias ductais. Na presença de alguns desses sintomas, é preciso consultar um médico especialista para uma avaliação mais precisa.

Diagnóstico

Diagnóstico

Geralmente o diagnóstico ocorre durante exames de rotina, como a mamografia ou a ultrassonografia das mamas ou o autoexame. Para que haja a confirmação do câncer, além dos exames de imagem, como a mamografia, a ultrassonografia ou a ressonância magnética, é necessária a biópsia.

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Com o resultado da biópsia e análise complementar, o exame imunoistoquímico,  é possível determinar “nome e sobrenome  do tumor”, saber assim a célula de origem e suas características particulares  que diferenciam o tumor  de uma paciente para outra. O exame imunistoquimico ajuda a identificar os tumores que necessitam de hormonioterapia, quimioterapia, terapia-alvo especifica ou combinação destes tratamentos e identifica os tumores com características de maior agressividade.

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O diagnóstico precoce do câncer de mama contribui para o sucesso no tratamento, por isso, a partir dos 40 anos, a mulher deve fazer a mamografia anualmente. O autoexame é uma maneira importante de conhecer melhor o corpo e detectar algum ponto de atenção, mas não deve substituir a mamografia.

Estadiamento

Estadiamento

Após o diagnóstico realizado pelo especialista. é necessário fazer o estadiamento,  que avalia o tamanho do tumor e se há extensão das células do tumor da mama para os gânglios da axila e /ou outros órgãos.

 

Este é feito pelo exame clinico e de imagem e é de fundamental importância para definir o tratamento mais assertivo para cada paciente. Baseado nisso, o tumor é classificado em estágios que vão de 0 (tumor não invasor ou tumor ïn situ”) a IV onde o tumor é metastático, ou seja quando há disseminação para outros órgãos.

Tratamento

Tratamento

De acordo com a biópsia, a imunoistoquímica e o estadiamento, são definidas as opções de tratamento.

QUIMIOTERAPIA E HORMONIOTERAPIA

Em alguns casos  a quimioterapia e/ou hormonioterapia são indicadas, medicamentos direcionados a combater as células tumorais, tanto com o objetivo adjuvante ( complementar a cirurgia ), neoadjuvante (antes da cirurgia ) para  reduzir o tamanho do tumor e facilitar a cirurgia ou até para aliviar a dor do paciente, no caso de doença metastática.

CIRURGIA

Geralmente é o primeiro procedimento a ser realizado. Tem o objetivo de remover toda a área tomada pelo câncer e, se houver necessidade, uma margem de tecido saudável ao seu redor, associada a análise dos gânglios da axila que foram atingidos.

 

Quando se faz a retirada parcial da mama, esse procedimento é chamado de Quadrantectomia.

 

Quando existe a necessidade da retirada de toda a mama, é realizada a Mastectomia que pode ser combinada ou não com a cirurgia reconstrutora da mama,  método importante que possibilita à mulher recuperar sua autoestima após o tratamento.

TERAPIA-ALVO

Com a evolução da Oncologia Clínica, hoje existem terapias que reduzem ou interrompem o crescimento do tumor, permitindo que casos de câncer de mama recidivado e metastático possam ser tratados. São elas:

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  • Terapia Hormonal - indicada para tumores de mama que crescem estimulados por hormônios femininos e para câncer de mama metastático

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  • Terapia Direcionada – indicada para tumores que tem como alvo os genes específicos ou as proteínas presentes no câncer ou mesmo no ambiente tecidual. Tem o objetivo de bloquear o crescimento e a disseminação das células tumorais, ao mesmo tempo em que limita os danos às células saudáveis.

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  • Terapia Direcionada para HER2 – indicada para câncer do tipo HER2 positivo. O tratamento bloqueia a ação dessa proteína, interrompendo os estímulos para o crescimento das células tumorais.​

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RADIOTERAPIA

Alguns casos podem receber a radioterapia complementar à cirurgia, que utiliza uma fonte externa de alta precisão para eliminar células tumorais que possam ter ficado nas mamas, onde o intuito é o controle local do tumor.

 

A radioterapia também pode ser usada no caso de doença metastática, quando há disseminação para outros órgãos, com vários objetivos,  desde controle de dor, parada de sangramento até a desobstrução.

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