Câncer de Mama

As mamas estão localizadas sobre o músculo peitoral, coberta por uma pele lisa e composta pelas aréolas (de coloração mais escura e arredondada) e papilas, por onde passam os ductos lactíferos. Sua função é produzir o leite que alimenta o bebê durante os primeiros meses de vida.

O câncer de mama é originado pelo crescimento desenfreado das células no local, que surgem após uma mutação genética não corrigida pelo organismo. Essa alteração pode originar nódulos que, na maioria dos casos, são benignos e não correm o risco de se espalhar pelo corpo.  O câncer de mama é uma doença quase que exclusivamente feminina, mas também pode ocorrer em homens.

Os principais tipos de câncer de mama são:

  • Carcinoma Ductal Invasivo: o mais comum, corresponde aproximadamente a 85% dos casos. Inicia-se nas células dos ductos de leite, responsáveis por levar o líquido até os mamilos. Tem um dos maiores índices de cura, principalmente com o diagnóstico precoce;

  • Carcinoma Lobular Clássico: presente em cerca de 10% dos pacientes, desenvolve-se nas glândulas produtoras de leite – chamadas de lóbulos.

  • Câncer de Mama Inflamatório: corresponde aproximadamente a 2% dos casos. É um tipo mais agressivo, onde as células podem bloquear os vasos linfáticos na pele;

  • Câncer de Mama Metaplástico: aparece em menos de 1% de todos os casos da doença. Mais agressivo, é uma mistura de vários tipos de células e, por isso, o tratamento se torna mais desafiador;

  • Câncer de Mama em Homem: : menos de 1% dos diagnósticos da doença são no sexo masculino.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), estão previstos 59.700 novos casos de câncer de mama em 2019, sendo mais de 99% nas mulheres.

Informe-se sobre outros tipos de câncer:

 

Diferente de algumas doenças, o câncer de mama não tem um fator isolado que possa ser a principal causa para o seu desenvolvimento. Dentre eles estão:

 

Idade: a maioria dos diagnósticos são em mulheres acima dos 40 anos;

Não ter filhos: quanto mais filhos você tiver, menor a probabilidade de desenvolver câncer de ovário.

História Familiar e Síndromes Hereditárias se houver na família mais de um caso de câncer de mama, pode ser que exista uma síndrome hereditária. Mutações em genes como o BRCA1 ou o BRCA2 podem predispor ao desenvolvimento do câncer – inclusive em mulheres jovens com menos de 40 anos.

Exposição à radiação

Início da menstruação precoce, antes dos 12 anos.

Terapia de reposição hormonal prolongada

Menopausa tardia

Uso de anticoncepcional oral prolongado

Não amamentar

 

Os sintomas do câncer de mama podem variar de acordo com o paciente e, inclusive, algumas mulheres nem apresentam sintomas. É fundamental estar atenta e reconhecer se ocorreram mudanças na mama. Alguns sinais são:

  • Caroço próximo à região dos seios ou embaixo do braço, ou nas axilas.

  • Dores na mama ou no mamilo

  • Inchaço na região da mama ;

  • Coceira contínua e sem causa conhecida na mama, particularmente de um lado só;

  • Saída de fluídos pelos mamilos;

  • Vermelhidão ou descamação da mama ou do mamilo

  • Retração da pele ou do mamilo e inversão do mamilo

Esses sintomas nem sempre significam câncer de mama. Podem estar às vezes relacionados a muitas doenças benignas nas mamas como, por exemplo, os cistos, os fibroadenomas e as hiperplasias ductais. Na presença de alguns desses sintomas, é preciso consultar um médico especialista para uma avaliação mais precisa.

 

Geralmente o diagnóstico ocorre durante exames de rotina, como a mamografia ou a ultrassonografia das mamas ou o autoexame. Para que haja a confirmação do câncer, além dos exames de imagem, como a mamografia, a ultrassonografia ou a ressonância magnética, é necessária a biópsia.

Com o resultado da biópsia e análise complementar, o exame imunoistoquímico,  é possível determinar “nome e sobrenome  do tumor”, saber assim a célula de origem e suas características particulares  que diferenciam o tumor  de uma paciente para outra. O exame imunistoquimico ajuda a identificar os tumores que necessitam de hormonioterapia, quimioterapia, terapia-alvo especifica ou combinação destes tratamentos e identifica os tumores com características de maior agressividade.

O diagnóstico precoce do câncer de mama contribui para o sucesso no tratamento, por isso, a partir dos 40 anos, a mulher deve fazer a mamografia anualmente. O autoexame é uma maneira importante de conhecer melhor o corpo e detectar algum ponto de atenção, mas não deve substituir a mamografia.

 

Após o diagnóstico realizado pelo especialista. é necessário fazer o estadiamento,  que avalia o tamanho do tumor e se há extensão das células do tumor da mama para os gânglios da axila e /ou outros órgãos.

 

Este é feito pelo exame clinico e de imagem e é de fundamental importância para definir o tratamento mais assertivo para cada paciente. Baseado nisso, o tumor é classificado em estágios que vão de 0 (tumor não invasor ou tumor ïn situ”) a IV onde o tumor é metastático, ou seja quando há disseminação para outros órgãos.

 

De acordo com a biópsia, a imunoistoquímica e o estadiamento, são definidas as opções de tratamento.

logo-negativo-novo.png
logo-fb.png
logo-linkedin.png
logo-youtube.png
Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
Copyright © Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães. Todos os direitos reservados