Câncer de Ovário

Os ovários são órgãos reprodutores femininos responsáveis pela produção dos óvulos e também dos hormônios estrogênio e progesterona. Eles se ligam junto com as trompas ao útero e estão localizados um de cada lado do útero.

Quando ocorre o câncer de ovário é porque houve a multiplicação e crescimento desordenado das células dessa região. Se os genes que controlam o crescimento celular nos ovários não funcionam adequadamente, a célula se divide de forma incontrolável e pode formar um tumor. 

 

O câncer de ovário é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, por ter crescimento lento e porque os sintomas são inespecíficos, podendo simular condições benignas. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente mulheres acima de 50 anos

Os tipos de câncer de colo de útero podem ser:

  • Câncer de Ovário Epitelial: representa cerca de 95% dos casos. O risco de câncer epitelial de ovário aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos.

  • Câncer de Ovário de Células Germinativas: Eles começam nas células produtoras de óvulos. Pode ocorrer em mulheres de qualquer idade, mas cerca de 80% são encontrados em mulheres com menos de 30 anos.

  • Câncer de Ovário Estromal: A maioria é encontrada em mulheres acima dos 50 anos. Os tumores estromais geralmente têm progressão mais lenta.

  • Câncer de Ovário Peritonial Primário: tipo raro, tem início no peritôneo (estrutura de revestimento da pélvis e do abdômen). As mulheres podem ter esse tipo de câncer mesmo depois de seus ovários terem sido removidos.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do biênio 2020-2022, sejam diagnosticados 6.650 novos casos de câncer de ovário no Brasil

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Informe-se sobre outros tipos de câncer:

 

Fatores de Risco

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento do câncer de ovário:

 

Fatores de Risco

Idade: O risco de câncer de ovário aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de ovário se desenvolve após a menopausa, cerca de 50% dos casos são em mulheres com mais de 60 anos

Não ter filhos: quanto mais filhos você tiver, menor a probabilidade de desenvolver câncer de ovário.

História Familiar e Síndromes Hereditárias Representa cerca de 25% dos cânceres de ovário. Entre as síndromes estão:  Síndrome Hereditária de Câncer de Mama ou de Câncer de Mama e Câncer de Ovário hereditários – mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2; e Câncer colorretal hereditário não poliposo - síndrome de Lynch.

Sintomas

 

O câncer de ovário raramente tem sintomas perceptíveis e específicos quando está em seus estágios iniciais. No início, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças habituais, principalmente gastrointestinais. À medida que o câncer progride, alguns sinais podem aparecer. 

 

Os sintomas nem sempre indicam câncer de ovário. Ao identificar algum desses sintomas procure o médico para que seja feita uma avaliação:

  • Desconforto abdominal ou dor (gases, indigestão, pressão, inchaço, cãibras)

  • Inchaço ou sensação de plenitude, mesmo após refeição

  • Náusea, diarreia, constipação ou micção frequente

  • Perda ou ganho de peso inexplicável

  • Perda de apetite

  • Sangramento vaginal anormal

  • Fadiga incomum

  • Dor nas costas

  • Dor durante a relação sexual

  • lterações menstruais

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Diagnóstico

Inicialmente o médico faz a avaliação por meio do exame pélvico e solicita a complementação com o ultrassom transvaginal e o exame de sangue do marcador CA-125


O ultrassom transvaginal pode diagnosticar uma massa no ovário, mas não pode confirmar se é maligna ou benigna. Quando é usado para rastreamento, a maioria das massas diagnosticadas não é câncer. Para confirmação, é necessária a realização de uma biópsia.

 

O exame de sangue avalia a proteína CA-125. Em muitas mulheres com câncer de ovário, os níveis de CA-125 estão elevados. Este exame pode ser útil também como marcador tumoral de resposta ao tratamento do câncer de ovário.

 

Estadiamento

O estadiamento é a forma de classificação do tumor considerando a sua extensão e ou o quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos, o que auxilia o médico na definição da melhor conduta terapêutica.

Estágio 1

câncer é limitado ao ovário ou ovários.

Estágio 2

câncer está em um ou ambos os ovários e se espalhou para outras partes da pélvis

Estágio 3

câncer está em um ou ambos os ovários. Ele se espalhou para os nódulos linfáticos próximos ou outros órgãos abdominais, não incluindo o fígado

Estágio 4

câncer se espalhou para o pulmão, fígado ou outros órgãos distantes

Câncer de Ovário Recorrente

câncer voltou depois de ter sido tratado. Pode aparecer em outras partes do corpo, mas ainda é câncer de ovário.

Tratamento

 

A definição do tratamento do câncer de ovário depende de alguns fatores, incluindo: o estágio do câncer, o tamanho do tumor após a cirurgia, o desejo de ter filhos, a idade e saúde geral da mulher.

  • QUIMIOTERAPIA

    Geralmente é indicada na maioria dos casos, após a cirurgia, mesmo quando se retira toda a doença visível, é chamada de quimioterapia adjuvante. Em algumas situações a quimioterapia pode ser utilizada antes da cirurgia para reduzir o câncer.

    O número de ciclos de tratamento vai depender da fase da doença. Medicamentos de quimioterapia para o câncer de ovário, geralmente, são endovenosos, mas há situações em que se utiliza quimioterapia intraperitoneal ou oral.

  • CIRURGIA

    É o principal tipo de tratamento para o câncer de ovário. Muitas vezes é feita para remover o tumor ou como biópsia de uma massa para descobrir se é câncer

    Em casos iniciais ela pode ser feita por laparoscopia, minimamente invasiva, com incisões menores e menor tempo de recuperação. Nos casos mais avançados é indicada a cirurgia radical aberta, chamada de laparotomia, onde ocorre a retirada completa do órgão afetado

    • Conservadora: quando o câncer atinge apenas um ovário e não invade a cápsula que reveste o órgão. O procedimento retira apenas o ovário e a trompa comprometida, associada ou não à quimioterapia. Nesse caso, pode ser discutido caso a caso, a preservação do útero e do outro ovário, possibilitando novas gestações

    • Citorredutora:  pode ser indicada em caso de câncer de ovário em estágios avançados, onde o tumor se espalhou para outros órgãos. É um tipo de cirurgia que removerá o máximo possível do tumor e/ou órgãos afetados.  Esta cirurgia inclui a retirada de útero, ovários, trompas, biópsia do peritôneo, coleta do líquido peritoneal e retirada de tumores visíveis nas áreas pélvica e abdominal. O baço, os nódulos linfáticos, o fígado ou os intestinos também podem ser removidos parcial ou completamente, se necessário.

  • TERAPIA-ALVO

    Tipo de tratamento que usa drogas ou outras substâncias para identificar e atacar as células cancerígenas com pouco dano às células normais.

    Bevacizumab: pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores da angiogênese e tem como alvo o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma proteína que ajuda a formar novos vasos sanguíneos.

    Inibidores de PARP: Olaparibe, rucaparibe e niraparibe são medicamentos inibidores de PARP. As enzimas PARP normalmente estão envolvidas em uma via para reparar o DNA danificado dentro das células. Os genes BRCA 1 e 2 também estão normalmente envolvidos em uma via diferente de reparo do DNA, e as mutações nesses genes podem bloquear essa via. Ao bloquear a via PARP, esses medicamentos tornam difícil para as células tumorais com um gene BRCA mutado reparar o DNA danificado, muitas vezes levando essas células à morte.

  • RADIOTERAPIA

    embora a radioterapia raramente seja usada para tratar o câncer de ovário, ela pode ser indicada com objetivo de controle  de  sintomas, como a dor, sangramento ou compressão de estruturas nobres em pacientes em que a doença voltou após outros tratamentos.

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