Câncer de Ovário

Os ovários são órgãos reprodutores femininos responsáveis pela produção dos óvulos e também dos hormônios estrogênio e progesterona. Eles se ligam junto com as trompas ao útero e estão localizados um de cada lado do útero.

Quando ocorre o câncer de ovário é porque houve a multiplicação e crescimento desordenado das células dessa região. Se os genes que controlam o crescimento celular nos ovários não funcionam adequadamente, a célula se divide de forma incontrolável e pode formar um tumor. 

 

O câncer de ovário é considerado o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, por ter crescimento lento e porque os sintomas são inespecíficos, podendo simular condições benignas. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete principalmente mulheres acima de 40 anos

Os tipos de câncer de colo de útero podem ser:

  • Câncer de Ovário Epitelial: representa cerca de 90% dos casos. O risco de câncer epitelial de ovário aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos.

  • Câncer de Ovário de Células Germinativas: responsáveis ​​por cerca de 5% dos cânceres de ovário. Eles começam nas células produtoras de ovos. Pode ocorrer em mulheres de qualquer idade, mas cerca de 80% são encontrados em mulheres com menos de 30 anos.

  • Câncer de Ovário Estromal: representam cerca de 5% dos cânceres de ovário. A maioria é encontrada em mulheres acima dos 50 anos. Os tumores estromais geralmente têm progressão mais lenta.

  • Câncer de Ovário Peritonial Primário: tipo raro, tem início no peritôneo (estrutura de revestimento da pélvis e do abdômen). As mulheres podem ter esse tipo de câncer mesmo depois de seus ovários terem sido removidos.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do biênio 2018/2019, sejam diagnosticados 6.150 novos casos de câncer de ovário no Brasil

Informe-se sobre outros tipos de câncer:

 

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvimento do câncer de ovário:

 

Idade: O risco de câncer de ovário aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de ovário se desenvolve após a menopausa, cerca de 50% dos casos são em mulheres com mais de 60 anos

Não ter filhos: quanto mais filhos você tiver, menor a probabilidade de desenvolver câncer de ovário.

Fatores Genéticos: Aproximadamente 10% a 15% dos cânceres ovarianos são de origem genética.

História Familiar e Síndromes Hereditárias Representa cerca de 15% dos cânceres de ovário. Entre as síndromes estão:  Síndrome Hereditária de Câncer de Mama ou de Câncer de Mama e Câncer de Ovário hereditários – BRCA 1 e 2; Hamartoma-PTEN ou Doença de Cowden; Câncer Colorretal Hereditário Não Polipóide; Síndrome de Peutz-Jeghers; e Polipose Associada ao MUTYH. O risco de câncer de ovário após o câncer de mama é maior nas mulheres com histórico familiar de câncer de mama. Se houver histórico familiar de câncer de ovário ou mama, sugere-se a realização do exame genético de BRCA 1 e BRCA 2 para verificar se há mutações que possam aumentar o risco de câncer. Em caso positivo, o oncologista discutirá com o paciente e com a oncogeneticista   medidas preventivas ou redutoras de riscode câncer de mama. 

 

O câncer de ovário raramente tem sintomas perceptíveis e específicos quando está em seus estágios iniciais. No início, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças habituais, principalmente gastrointestinais. À medida que o câncer progride, alguns sinais podem aparecer. 

 

Os sintomas nem sempre indicam câncer de ovário. Ao identificar algum desses sintomas procure o médico para que seja feita uma avaliação:

  • Desconforto abdominal ou dor (gases, indigestão, pressão, inchaço, cãibras)

  • Inchaço ou sensação de plenitude, mesmo após refeição

  • Náusea, diarreia, constipação ou micção frequente

  • Perda ou ganho de peso inexplicável

  • Perda de apetite

  • Sangramento vaginal anormal

  • Fadiga incomum

  • Dor nas costas

  • Dor durante a relação sexual

  • lterações menstruais

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Inicialmente o médico faz a avaliação por meio do exame pélvico e solicita a complementação com o ultrassom transvaginal e o exame de sangue do marcador CA-125


O ultrassom transvaginal pode diagnosticar uma massa no ovário, mas não pode confirmar se é maligna ou benigna. Quando é usado para rastreamento, a maioria das massas diagnosticadas não é câncer. Para confirmação, é necessária a realização de uma biópsia.

 

O exame de sangue avalia a proteína CA-125. Em muitas mulheres com câncer de ovário, os níveis de CA-125 estão elevados. Este exame pode ser útil também como marcador tumoral de resposta ao tratamento do câncer de ovário.

 

O estadiamento é a forma de classificação do tumor considerando a sua extensão e ou o quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos, o que auxilia o médico na definição da melhor conduta terapêutica.

 

A definição do tratamento do câncer de ovário depende de alguns fatores, incluindo: o estágio do câncer, o tamanho do tumor após a cirurgia, o desejo de ter filhos, a idade e saúde geral da mulher.

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Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
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