Câncer de Próstata

A próstata é uma glândula do sistema genital masculino que está localizada abaixo da bexiga e a frente do reto. Ela envolve a uretra (canal que conduz a urina da bexiga até a ponta do pênis) e é responsável pela produção de parte do sêmen. A próstata começa a crescer ainda no feto, estimulada pelos hormônios masculino e continua a se desenvolver até a fase adulta. O tamanho da próstata varia com a idade. Em homens mais jovens tem aproximadamente o tamanho de uma noz, mas pode ser muito maior em homens mais velhos.

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O câncer mais comum da próstata é o adenocarcinoma, responsável por cerca de 95% dos tumores malignos nessa região. Ele tem origem nas glândulas produtoras de sêmen e podem ser de baixo grau, grau intermediário e alto grau.  Na maioria das vezes, o câncer de próstata tem desenvolvimento lento e poucos são os casos de maior agressividade.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, Inca, estima-se que haverá cerca de 68 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2018.

O câncer de próstata pode ser classificado pela extensão do tumor ou pela abrangência em que afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Essa classificação se chama estadiamento e contribui para a definição do planejamento do tratamento. A classificação é feita em grupos prognósticos de 1 a 5. Quanto menor o valor, mais as células e glândulas das amostras se assemelham a células normais da próstata. Quanto maior o valor, mais provável que o câncer cresça rapidamente. Já os estágios da doença são indicados por algarismos romanos, que vão de zero a IV (4), sendo que o maior número indica maior gravidade da doença.

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Fatores de Risco

Idade: é o principal fator de risco. A medida que o homem envelhece o risco aumenta. A maioria dos homens que desenvolvem o câncer de próstata tem mais de 50 anos e dois terços mais de 65 anos.

Histórico Familiar: quando parentes próximos, especialmente pai, irmão, avós, tios ou filhos têm ou tiveram câncer de próstata, o risco de desenvolvimento é maior.

Alimentação: Dieta rica em gordura, particularmente de origem animal, com alto teor de cálcio, pode aumentar o risco.

Inflamação na próstata: pesquisas sugerem que essa condição pode ter influência no desenvolvimento do câncer de próstata. As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também estão sendo investigadas como possíveis fatores de risco.

 

Sintomas

Na fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa e não costuma apresentar sintomas ou, quando apresenta, podem indicar crescimento benigno da próstata uma doença que tem sintomas semelhantes.


Ao perceber alguns dos sintomas abaixo por mais de duas semanas é importante procurar um médico para fazer uma avaliação:

  • Dor ou ardência ao urinar

  • Dificuldade para urinar ou para conter a urina

  • Fluxo de urina fraco ou interrompido

  • Necessidade frequente ou urgente de urinar

  • Dificuldade de esvaziar completamente a bexiga

  • Sangue na urina ou no sêmen

  • Dor contínua na região lombar, pelve, quadris ou coxas

  • Dificuldade em ter ereção

 

Diagnóstico

O diagnóstico precoce aumenta consideravelmente as chances de sucesso do tratamento do câncer de próstata. Por isso, a partir dos 50 anos, se não há nenhum caso de câncer de próstata na família, deve-se iniciar os exames anuais de rastreamento. Caso haja casos na família, esse acompanhamento deve acontecer a partir dos 45 anos.

Exame de Toque Retal

É um exame simples, rápido e indolor, com poucos segundos de duração. Ele permite, combinado com outros exames, identificar o câncer de próstata. O médico insere suavemente o dedo no reto do paciente, protegido por uma luva lubrificada, para avaliar tamanho, forma e textura e se existe alguma anormalidade na próstata, como um nódulo por exemplo. O exame de toque pode identificar o câncer mesmo com nível normal de PSA.

Exame de PSA

O antígeno específico da próstata (PSA) é uma proteína produzida pelas células da próstata. É encontrado principalmente no sêmen, mas uma pequena quantidade também está no sangue. Um exame de sangue simples mede a quantidade de PSA em circulação no sangue. Um nível mais alto de PSA geralmente indica chance maior de ter câncer de próstata, mas também pode estar relacionado a outras doenças. Por isso, é fundamental combinar os exames para um diagnóstico preciso. O exame de PSA também pode ser utilizado para identificar se existe metástase (disseminação do câncer além da próstata), avaliar a eficácia do tratamento aplicado, para a vigilância ativa para acompanhar se o câncer está crescendo.

Biópsia

Se o médico suspeitar de câncer de próstata após a realização dos exames, uma biópsia deve ser realizada. Esta é a única maneira de confirmar com precisão o câncer. Para realizar a biópsia é aplicada anestesia, o que torna o procedimento mais confortável. Uma pequena sonda de ultrassom com um dispositivo de imagem é inserida no reto com o objetivo de observar a próstata em uma tela de vídeo. Usando esta imagem como guia, o médico introduz uma agulha fina pela parede do reto na próstata e remove pequenas amostras de tecido.

 

Estadiamento

Estágio 1

câncer encontrado ao acaso ou devido ao aumento do PSA

Estágio 2

câncer encontrado devido ao nódulo na próstata, localizado em um só lado ou nos dois porém restrito à próstata

Estágio 3

câncer infiltrou os tecidos ao redor da próstata, como vesícula seminal, reto e bexiga

Estágio 4

câncer se espalhou para linfonodos, ossos ou outros órgãos

 

Tratamento

Se diagnosticado em fases iniciais, o câncer de próstata tem grandes chances de sucesso no tratamento. Os tipos de tratamento variam de acordo com vários fatores, como idade, tipo do câncer, estágio, estadiamento, estado clínico e emocional do paciente e efeitos colaterais.


O primeiro passo é escolher um médico especializado na doença, com experiência em casos simples e complexos para definir com base em todos esses fatores e em evidências científicas o melhor tratamento, específico para cada caso.


A equipe médica do IUCR está entre as mais experientes e qualificadas no país em procedimentos de câncer de próstata quer seja pelo manejo das mais modernas tecnologias e equipamentos, como por adotar abordagens evidenciadas cientificamente.

Tipos de Tratamento

Sexualidade após o câncer de próstata

Impotência ou falta de ereção podem ser efeitos colaterais do tratamento do câncer de próstata. Isso pode ser temporário ou permanente. Se houver ereção poderá ter orgasmo, mas sem ejaculação. O médico poderá orientar sobre métodos que melhorem esse aspecto.

Fertilidade após câncer de próstata

A cirurgia para tratar o câncer de próstata geralmente requer o corte dos tubos entre os testículos e a uretra que transportam o esperma e o sêmen. Além disso, a cirurgia remove a próstata e as vesículas seminais que produzem o sêmen. A radioterapia  por sua vez diminui significativamente a quantidade de sêmen que é produzido. Isso impossibilita a fertilização natural e prejudica o procedimento de fertilização in vitro. Se a intenção for ter filhos, a recomendação é guardar o esperma antes do início do tratamento. Converse com seu médico para esclarecer as dúvidas sobre o assunto.

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