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HPV e câncer de pênis, existe relação?

  • 3 de mar.
  • 3 min de leitura

O HPV é um vírus comum, silencioso e prevenível. Entender sua relação com o câncer de pênis é um passo essencial para diagnóstico precoce e mudança de comportamento.


HPV


O que é o HPV?


O HPV (papilomavírus humano) é uma infecção sexualmente transmissível. Existem mais de 200 tipos de HPV. Alguns causam verrugas genitais; outros, chamados de tipos de alto risco, estão associados ao desenvolvimento do câncer de pênis e outros tipos, como o de colo do útero, ânus, vulva, vagina e orofaringe.


Na maioria das vezes, a infecção é assintomática e o próprio organismo elimina o vírus. O problema surge quando a infecção persiste por anos, podendo provocar alterações celulares que evoluem para câncer.

 

Qual a relação entre HPV e câncer de pênis?


O HPV é considerado um dos fatores de risco para o câncer de pênis. Estudos mostram que uma parcela significativa dos tumores penianos está associada à infecção por tipos oncogênicos do vírus, especialmente o HPV 16.


O câncer de pênis é mais frequente em regiões com menor acesso à informação e condições inadequadas de higiene íntima. Embora seja menos comum do que o câncer de próstata, é uma doença com impacto físico e emocional importante.


Além do câncer de pênis, o HPV também está relacionado a tumores de canal anal, orofaringe (garganta), vagina, vulva e é o principal fator de risco para o câncer do colo do útero

 

Como detectar o HPV em homens?


Diferentemente das mulheres, que podem realizar exames específicos como o Papanicolau e teste DNA do HPV, não existe um exame de rastreamento de rotina amplamente recomendado para homens assintomáticos.


A detecção ocorre principalmente de três formas:


  • Avaliação clínica: quando há verrugas, lesões ou alterações visíveis na região genital, o diagnóstico costuma ser feito pelo exame físico realizado pelo urologista.

  • Biópsia de lesões suspeitas: se houver feridas persistentes, áreas endurecidas ou alterações que levantem suspeita de câncer, pode ser indicada biópsia para análise laboratorial.

  • Testes específicos em situações selecionadas: em alguns casos, como populações de maior risco, podem ser realizados exames específicos para detecção do vírus, especialmente na região anal.

  • É importante entender que o HPV pode estar presente mesmo sem sintomas. Por isso, prevenção é mais eficaz do que tentar apenas diagnosticar a infecção.

 

Sintomas que merecem atenção


O câncer de pênis costuma começar com sinais discretos. Entre os principais sintomas estão:


  • Ferida ou lesão que não cicatriza

  • Nódulo ou área endurecida na glande ou prepúcio

  • Alteração na cor da pele

  • Secreção com odor forte

  • Sangramento

  • Ínguas persistentes na virilha


Nem toda lesão é câncer, mas toda alteração persistente deve ser avaliada por um urologista.

O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada. Se houver suspeita, pode ser indicada biópsia da lesão para confirmação.


Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento menos agressivo e com melhores resultados funcionais e estéticos.

 

3 Pilares de prevenção


A prevenção envolve três pilares principais:


1. Vacinação contra o HPV - Disponível no SUS, gratuitamente, é recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos especiais. A vacina protege contra os principais tipos de HPV associados ao câncer.


2. Uso de preservativo - Reduz o risco de transmissão do HPV, embora não elimine completamente, já que o vírus pode estar presente em áreas não cobertas pelo preservativo.


3. Higiene íntima adequada e atenção à fimose - A higiene correta e o tratamento da fimose reduzem fatores de risco associados ao câncer de pênis.

 

Historicamente, o HPV foi tratado como um tema exclusivamente feminino. Isso criou uma falsa sensação de que os homens não precisam se preocupar. Mas o homem também é transmissor, também pode desenvolver complicações e também precisa se prevenir.



 


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