Câncer de testículo: você sabe como fazer o autoexame?

Geralmente o sinal mais comum do câncer de testículo é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, mas deve-se ficar atento também a outras alterações


Os testículos são formados durante a gestação e o seu deslocamento para a bolsa escrotal, geralmente, acontece logo após o nascimento do bebê. Quando isso não ocorre, normalmente os testículos ficaram retidos no abdômen e significa que o bebê desenvolveu a criptorquia, um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de testículo. Outros fatores de risco são: histórico familiar da doença, infertilidade, infecção por HIV e algumas síndromes.


O câncer de testículo é raro, representa apenas 5% dos casos de câncer em homens, e atinge, em sua maioria, brancos de 25 a 50 anos de idade. Apesar disso, é um tipo de câncer que tem baixo índice de mortalidade e isso tem relação direta com a facilidade de detecção precoce da doença. O câncer de testículo pode ser identificado durante o autoexame, em casa, e quando ele é descoberto no início as chances de cura superam 90%.


E você, homem, sabe como fazer o autoexame?


O ideal é realizar o autoexame mensalmente. O melhor momento é após o banho quente, pois a água quente relaxa o escroto e facilita o processo


  • Fique em pé, em frente ao espelho, e procure observar alguma alteração na região como: alteração no tamanho dos testículos, sensação de peso no escroto, dor no abdômen inferior, na virilha, nos testículos ou no escroto, líquido que sai do escroto.

  • Examine cada testículo com as duas mãos, para isso, posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e polegar e movimente-o. O autoexame não deve causar dor. É normal se observar que um dos testículos parece ser maior que o outro.

  • Localize o epidídimo, canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma. Isso é importante para conhecer essa estrutura e não confundir com uma massa suspeita.


Geralmente o sinal mais comum do câncer de testículo é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, mas deve-se ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, nódulos ou endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos.


Caso sejam observadas essas alterações, é fundamental procurar avaliação de um médico urologista.

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Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
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