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Cistite de repetição tem relação com o câncer?

  • há 13 minutos
  • 3 min de leitura

A cistite de repetição é a ocorrência frequente de infecções bacterianas na bexiga. Pode acontecer com qualquer pessoa em diferentes faixas etárias, no entanto, é mais comum nas mulheres devido a anatomia da uretra que facilita a entrada de microrganismos. Mas será que existe alguma relação entre a cistite de repetição e algum tipo de câncer nas mulheres? 


cistite de repetição

A resposta é sim, principalmente com o câncer de bexiga. Mas é importante entender que cistite de repetição não é câncer. Enquanto a primeira é uma infecção, o câncer de bexiga é o crescimento anormal de células na parede do órgão. A relação entre as duas condições está nos sintomas, que são muito similares, o que pode fazer com que um câncer de bexiga seja confundido com cistite.

 

Além disso, cistites de repetição podem aumentar o risco de câncer de bexiga. A inflamação crônica e a irritação persistente da mucosa da bexiga, causadas pelas infecções frequentes, podem provocar alterações celulares ao longo do tempo.

 

Entre os sintomas similares que acometem as duas condições estão: sangue na urina, dor ou ardência ao urinar e desconforto abdominal. São sinais muito parecidos, principalmente, na fase inicial do câncer de bexiga.

 

Como evitar confundir diagnósticos

 

Uma das diferenças entre uma cistite de repetição e um câncer de bexiga é a persistência de sintomas. Em geral, uma cistite de repetição é tratada e controlada, entre outras medidas, com antibióticos. No caso de um câncer de bexiga, essa medicação não terá qualquer efeito. Mas a principal maneira de diferenciar um do outro por meio de exames especializados.

 

Para investigar a hipótese de uma cistite de repetição, os principais exames são:


  • Exame de urina - avalia se há sinais inflamatórios, como leucócitos e nitritos, e detecta bactérias na urina

  • Urocultura com antibiograma – identifica a bactéria causadora da cistite e determina sua sensibilidade a antibióticos.

  •  Exames adicionais - em situações específicas, podem ser solicitados exames de imagem para descartar complicações como cálculo renal ou pielonefrite (infecção bacteriana do rim), que pode ser provocada pela cistite.

 

No caso de suspeita de câncer de bexiga, os principais exames são:


  • Cistoscopia - procedimento endoscópico que permite visualizar o interior da bexiga e da uretra por meio de um cistoscópio. É o principal método diagnóstico e permite retirar amostras de tecido para biópsia ou remover tumores pequenos.

  • Citologia de Urina – análise microscópica de uma amostra de urina para identificar a presença de células com características cancerígenas.

  • Ultrassonografia – permite avaliar a estrutura do trato urinário e identificar possíveis lesões suspeitas na bexiga.

  • Tomografia Computadorizada - auxilia na identificação de áreas afetadas pelo câncer e é essencial para avaliar se a doença se espalhou para gânglios linfáticos ou outros órgãos.

  • Ressonância Magnética - exame complementar a investigação do trato urinário, oferecendo alto detalhamento das estruturas internas.

 

Fatores de risco  

 

Alguns fatores de risco são diferentes entre as duas condições e outros são compartilhados. O tabagismo, por exemplo, é o principal fator de risco para o câncer de bexiga e também compromete a imunidade, tornando o organismo mais suscetível a infecções. A baixa ingestão de líquidos prejudica tanto a saúde da bexiga, como  favorece a concentração de substâncias potencialmente carcinogênicas na urina. A exposição prolongada a produtos químicos industriais aparece nas listas das duas doenças. Confira.

 

Cistite de repetição


  • Malformações do trato urinário e disfunções miccionais.

  • Falta de higiene na região.

  • Baixa imunidade.

  • Maus hábitos, como beber pouco líquido, segurar a urina por muito tempo e ficar com o absorvente por um período prolongado, favorecem o surgimento de bactérias.

  • Uso de sondas ou cateteres.

  • Gravidez.

  • Menopausa.

  • Vida sexual ativa.

  • Constipação.

  • Tabagismo

  • Exposição a produtos químico industriais

 

Câncer de bexiga


  • Tabagismo é o principal fator de risco

  • O risco aumenta com a idade. A maioria das pessoas com câncer de bexiga tem mais de  55 anos.

  • Exposição a produtos químicos, como as aminas aromáticas, utilizadas em indústria de corantes, alguns produtos químicos orgânicos.

  • Medicamentos ou Suplementos Fitoterápicos

  • Arsênico

  • Baixa ingestão de líquidos

  • Pessoas brancas têm cerca de duas vezes mais chances de desenvolver câncer de bexiga do que as pessoas negras.

  • Câncer de bexiga é mais comum em homens do que em mulheres.

  • Irritações e Infecções crônicas

  • Genética e histórico familiar

     

Fique atenta à cistite de repetição


Cistite de repetição e câncer de bexiga são condições distintas, mas que se cruzam em sintomas, fatores de risco e no próprio diagnóstico. Por isso, acompanhamento médico contínuo e exames periódicos são fundamentais, especialmente para mulheres com histórico de infecções urinárias frequentes.


Diante de sintomas persistentes ou que não respondem ao tratamento convencional, procure um urologista. O diagnóstico precoce é o caminho mais eficaz tanto para o controle da cistite de repetição quanto para a detecção e o tratamento do câncer de bexiga.


 
 
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