top of page

Rastreamento do câncer de próstata: quando iniciar a avaliação com um urologista e quais exames podem ser indicados

há 8 minutos
2 min de leitura

O câncer de próstata pode se desenvolver sem manifestar sintomas nas fases iniciais e isso dificulta o diagnóstico precoce.


câncer de próstata

Vemos ainda que muitos homens têm dúvidas sobre quando procurar um urologista, a partir de que idade devem avaliar a próstata e quais exames podem ajudar a identificar alterações.

 

Quando começar a conversar com o urologista sobre a próstata?


A idade é um dos principais fatores associados ao câncer de próstata. O risco aumenta com o envelhecimento, especialmente a partir dos 50 anos.


O histórico familiar também merece atenção, se houver pai ou irmão que recebeu o diagnóstico, principalmente antes dos 50 anos, isso pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento da doença. O risco também é maior entre homens negros.


Na prática urológica, recomendamos que o início da avaliação da próstata tenha início aos 50 anos para homens sem fatores de maior risco e aos 45 anos para aqueles com histórico familiar relevante ou que sejam negros.


Em situações específicas, como a presença de determinadas alterações genéticas hereditárias, essa discussão pode começar ainda mais cedo.

 

Quais exames podem ser indicados no rastreamento do câncer de próstata?


A escolha dos exames depende do objetivo da consulta, do histórico do paciente e dos achados clínicos. Entre os recursos utilizados estão o exame de sangue PSA, o toque retal e, quando necessário, exames de imagem e biópsia.


PSA: sigla para antígeno prostático específico, é uma proteína produzida pela próstata e medida por meio de um exame de sangue. A dosagem pode contribuir para a avaliação do risco de câncer de próstata, mas o resultado não confirma nem exclui a doença isoladamente. Níveis elevados também podem ocorrer em situações benignas, como aumento da próstata e inflamação. Por isso, o médico interpreta o PSA considerando o contexto clínico, a idade, o histórico do paciente e outros achados. Dependendo do resultado, pode recomendar repetir a dosagem, solicitar exames complementares ou prosseguir com a investigação.


Toque retal: exame clínico pelo qual o urologista avalia a próstata por meio da palpação, introduzindo o dedo protegido por luva e lubrificante no reto. O exame permite avaliar características como tamanho, consistência e presença de áreas endurecidas ou alterações suspeitas. Ele pode fornecer informações que não são obtidas apenas pela dosagem do PSA. O toque retal não confirma o diagnóstico de câncer sozinho, assim como um exame sem alterações não exclui completamente a doença.

 

Quando são necessários o exame de ressonância magnética e a biópsia?


Se os resultados iniciais indicarem suspeita relevante de câncer de próstata, o urologista vai solicitar exames adicionais.


A ressonância magnética multiparamétrica da próstata contribui para identificar áreas suspeitas, estimar a probabilidade de câncer e orientar a necessidade de realização da biópsia, que é um exame mais invasivo e que consiste na retirada de pequenas amostras de tecido prostático suspeito para análise laboratorial e confirmação ou não do diagnóstico de câncer de próstata.


Não espere os sintomas para esclarecer suas dúvidas


O câncer de próstata pode não apresentar manifestações nas fases iniciais e, por isso, conhecer os fatores de risco ajuda a orientar os cuidados. A avaliação com um urologista permite analisar o histórico de saúde, esclarecer dúvidas e discutir se há indicação de exames, considerando as evidências científicas e as características de cada caso.


bottom of page