Câncer de próstata resistente à castração: o que é e quais os novos tratamentos
- IUCR
- 8 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Quando um tratamento é escolhido para o câncer de próstata, o objetivo é remover o tumor ou inibir seu crescimento, sempre buscando preservar o máximo possível da qualidade de vida do paciente e com o menor risco de complicações. Uma dessas opções de tratamento é a chamada castração química.

Porém, em alguns casos a doença pode seguir crescendo mesmo com essa ação e, por isso, é importante entender o que é o câncer de próstata resistente à castração e o que fazer nessas situações.
Mas antes, vamos entender o que é esse tipo de tratamento
A castração química é realizada por meio de medicamentos, ingeridos por via oral ou intravenosa, que reduzem a quantidade de hormônios masculinos (chamados de andrógenos), como a testosterona. Em alguns casos, a castração pode ser cirúrgica, com a remoção dos testículos, glândulas responsáveis pela produção desses hormônios. Isso é feito porque a doença pode se "alimentar" dos andrógenos e, com a inibição da produção deles, o objetivo é que o tumor pare de crescer ou entre em remissão.
Esse tratamento pode gerar efeitos colaterais como diminuição da libido, perda de densidade óssea e ondas de calor, mas esses sinais costumam desaparecer após o tratamento ser finalizado. A castração química também pode ser utilizada para outras doenças, como o câncer de mama, por exemplo.
Quando os tumores na próstata são diagnosticados precocemente, tanto a castração quanto outros tipos de tratamentos são mais eficientes. Lembrando que as chances de cura de tumores iniciais poe superar 90%.
O que fazer quando o câncer de próstata é resistente à castração?
Em alguns casos, as células tumorais podem resistir à castração química e continuar o crescimento. Isso ocorre quando elas se adaptam ao quadro de menor número de andrógenos, seja porque elas mesmo passam a produzir seus próprios hormônios ou porque se adaptam biologicamente para conseguir se proliferar nessa situação "escassa" para elas.
Felizmente, existem opções de tratamentos para o câncer de próstata resistente à castração. O médico que acompanha o caso pode indicar novos medicamentos que atuam como antiandrogênicos (que reduzem a quantidade de hormônios como a testosterona) ou indicar tratamentos complementares à castração, como a quimioterapia (com medicamentos que vão atuar na destruição das células tumorais), imunoterapia (com medicamentos que estimulam o sistema imunológico do paciente a conseguir expulsar as células tumorais) ou a remoção cirúrgica do tumor.
O mais importante é que o paciente esteja sempre em acompanhamento com um médico especializado em uro-oncologia, para saber quais as melhores opções de tratamento para o seu caso.



