Cerca de 1/3 dos casos de câncer podem ser evitados com estilo de vida saudável

Atualizado: 13 de Fev de 2019



O câncer atualmente é a segunda causa de morte em todo o mundo. No Brasil estão estimados 600 mil novos casos de câncer em 2019, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer de pele do tipo não melanoma (170 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira.


O estudo aponta ainda que excluindo o câncer de pele não melanoma, os tipos de câncer mais incidentes em homens serão próstata (31,7%), pulmão (8,7%), intestino (8,1%), estômago (6,3%) e cavidade oral (5,2%). Já nas mulheres, os cânceres de mama (29,5%), intestino (9,4%), colo do útero (8,1%), pulmão (6,2%) e tireoide (4,0%) estarão entre os principais. As estatísticas apontam o avanço das doenças oncológicas, que já se tornaram um problema de saúde pública.


“O desenvolvimento do câncer pode estar relacionado à fatores genéticos (10%), mas a grande maioria (90%) se desenvolvem em decorrência de alguma interação do ser humano com o meio ambiente, quer seja por comportamentos não saudáveis ou pela exposição a fatores de risco”, afirma Dra. Andrea Paiva Gadelha Guimarães, oncologista clínica do IUCR. Isso influencia diretamente em outro dado importante que mostra que cerca de 1/3 dos casos poderiam ser evitados com iniciativas comportamentais, como a adoção de hábitos saudáveis, por exemplo.


Para prevenir o câncer é fundamental a adoção de hábitos de vida saudáveis, como realizar atividades físicas regularmente, manter uma alimentação equilibrada, manter o peso adequado, não fumar, evitar o consumo de álcool, não se expor ao sol sem usar proteção, usar preservativo durante a relação sexual. Além disso, é importante conhecer o corpo e estar atento a qualquer anormalidade, buscar orientações médicas e fazer os exames de rotina anualmente. O diagnóstico precoce aumenta para 90% as chances de sucesso no tratamento.


Aqui vamos trazer alguns dados importantes sobre alguns tipos de câncer. Esteja atento e compartilhe a informação.


Você também pode ser um agente transformador do cenário do câncer no mundo.


Câncer de pele

Corresponde a 33% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. É o mais frequente entre homens e mulheres. A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. As pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para esta doença, principalmente aquelas de pele, cabelo e olhos claros. Em alguns casos, o câncer de pele também pode ter fator genético.


É importante observar a própria pele constantemente e procurar um dermatologista ao perceber algo suspeito, como os sinais de alerta ABCD que são eles: (assimetria , borda irregular, alteração na cor e diâmetro) que levam a mudança na forma , cor ou tamanho de aspecto de uma pinta ou mancha na pele. E não esquecer que a prevenção começa com medidas simples de proteção durante à exposição solar, como uso protetores solares, chapéus e vestimentas com fatores de proteção UVA e UVB .


Câncer de próstata

É o mais comum no público masculino. O diagnóstico precoce é realizado pelo exame de toque retal e de PSA e indicado a partir de 50 anos, anualmente. Para os homens que apresentam casos de câncer na família, o recomendado é iniciar a rotina de exames a partir de 45 anos ou 10 anos antes que o familiar apresentou a doença.

Os principais fatores de risco são: a Idade, o histórico familiar, alimentação rica em gordura, particularmente animal, com alto teor de cálcio.


Câncer de mama

É o tumor mais frequente na mulher no Brasil e mundo após o câncer de pele não melanoma. Entre os fatores de risco estão: o envelhecimento, a hereditariedade (ter história familiar de câncer em parentes de primeiro grau), a obesidade, a ingestão de bebidas alcoólicas e sedentarismo. Outros aspectos também merecem atenção: ter a primeira menstruação antes dos 12 anos ou a menopausa após os 55 anos e ter feito reposição hormonal (em função da menopausa) por período superior a cinco anos.


O principal exame para diagnóstico é a mamografia, e pela recomendação do Ministério da Saúde no Brasil deve ser realizada a partir dos 50 anos e repetida a cada 02 anos, conforme critério médico. Já para as mulheres que apresentam história familiar de câncer, a primeira mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos.


O câncer de mama em fase inicial é silencioso e indolor, por isso é preciso estar atento a sinais como nódulo mamário, eliminação de secreção pelo mamilo , alterações na pele como edema, vermelhidão , descamação, retração da pele e realizar os exames regularmente.


Câncer de intestino

O índice desse tipo de câncer cresceu nos últimos anos. Já é o segundo entre as mulheres e o terceiro entre os homens. Apenas cerca de 9% dos casos estão relacionados à hereditariedade. O principal fator de risco é a alimentação rica em gordura e pobre em fibras e a obesidade. O diagnóstico ocorre pelo exame de colonoscopia, que deve ser realizado a partir dos 50, já quem tem casos na família deve fazer o exame antes.


Câncer de colo de útero

A incidência no Brasil ainda é alta. Cerca de 95% dos casos estão relacionados ao HPV (vírus do papiloma humano) que é transmitido durante a relação sexual.


O diagnóstico da doença é feito pelo exame de Papanicolau que deve ser realizado a cada 03 anos em mulheres entre 21 e 65 anos ou realizada a pesquisa isolada de HPV de alto risco ( papiloma vírus humano ) ou a combinação de pesquisa de HPV de alto risco e Papanicolau a cada 05 anos. Estas recomendações se aplicam a mulheres sem sintomas e sem alto risco de doença ou diagnóstico prévio de lesão de colo uterino pré-cancerosa ou imunodeprimidas. A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV, que está disponível inclusive nos postos de saúde para meninas e meninos. Ela deve ser administrada antes do início da vida sexual. Outra medida importante para prevenção é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.


Câncer de pulmão

É uma das principais causas de morte por câncer no Brasil. É muito difícil diagnosticar precocemente o câncer de pulmão. Geralmente quando a doença é descoberta está em fase avançada, o que dificulta o tratamento e eleva a taxa de mortalidade. O diagnóstico é realizado pela tomografia computadorizada ou Raio X.


O principal responsável pelo desenvolvimento de câncer no pulmão é o tabagismo. Cerca de 90% de todos os casos acontece em fumantes, sendo que o risco aumenta de acordo com o número de cigarros fumados por dia e o número de anos que se é fumante. Também pode ocorrer em quem nunca fumou, especialmente em quem está em contato frequente com a fumaça do cigarro ou com produtos químicos como radônio, arsênico ou berílio. Alguns outros fatores também podem influenciar, como poluição do ar, infecções respiratórias de recorrência, doença pulmonar obstrutiva crônica e fatores genéticos.

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Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
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