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O tratamento de câncer de próstata afeta a vida sexual?

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Uma dúvida bastante comum entre os pacientes é a possibilidade do tratamento do câncer de próstata impactar a vida sexual. Depois do período de remoção do tumor, dois dos efeitos adversos mais comuns são a incontinência urinária e a disfunção erétil.


câncer de próstata

A disfunção erétil ocorre quando há a incapacidade de manter a ereção na prática sexual. Também chamada de impotência sexual, ela pode ocorrer principalmente em homens depois dos 50 anos, tendo como implicações questões hormonais, neurológicas, psicológicas e vasculares. E é justamente esse último ponto que pode estar mais relacionado à disfunção causada pelo tratamento do câncer de próstata. Isso ocorre porque a principal técnica terapêutica, a cirurgia para a remoção do tumor, pode afetar feixes vasculares e nervosos ligados à ereção.


No entanto, a evolução cirúrgica possibilita que haja maior preservação dessas estruturas, assim como do músculo esfíncter urinário, o que também reduz o risco de incontinência urinária.


Mesmo com esses cuidados, a disfunção erétil ainda costuma aparecer em cerca de 50% dos pacientes operados. A boa notícia é que se trata de uma questão reversível, quando realizado tratamento com medicamentos e apoio psicológico. O uso dos remédios pode ser provisório ou permanente, a depender de cada caso.


Um cuidado importante a se ter é que, após o tratamento do câncer de próstata, as relações sexuais só devem voltar a ocorrer cerca de 45 dias após a cirurgia. Esse tempo pode ser maior caso o paciente tenha alguma complicação durante o procedimento. O homem deve ficar atento a possíveis dificuldades na ereção para que busque ajuda médica e, se necessário, inicie o tratamento com medicamentos.


Tratamento do câncer de próstata pode causar infertilidade


Se a vida sexual pode ser mantida após o tratamento do câncer de próstata, o mesmo não pode ser dito sobre a fertilidade. Isso ocorre porque a próstata é a responsável pela produção do fluído que compõe a maior parte do sêmen, ou seja, com a retirada cirúrgica da próstata, o homem conseguirá manter a ereção, mas não haverá ejaculação. O testículo seguirá na produção de espermatozoides, mas o fluído que compõe o sêmen não estará presente.


Se o paciente ainda quiser ter filhos após o tratamento do câncer de próstata, ele deve considerar o congelamento de espermatozoides antes de passar pela cirurgia. Outras técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, também podem ser consideradas.


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