Mitos e verdades sobre câncer de colo de útero

Dra. Andrea Paiva Gadelha Guimarães, oncologista clínica do IUCR, conta se as principais afirmações sobre o câncer de colo de útero são mitos ou verdades.


O câncer de colo do útero pode ser evitado.

Verdade - O câncer de colo do útero é um dos tipos de câncer mais fáceis de serem evitados. A principal causa é a infecção pelo vírus HPV (papilomavirus humano). A prevenção já começa na infância, com a vacina contra o HPV, que previne quatro tipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Apesar de haver mais de 150 tipos do vírus, somente os tipos 16 e 18 são responsáveis por mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero. A vacina é indicada principalmente para homens e mulheres de 9 a 26 anos que nunca tiveram contato sexual e está disponível gratuitamente nos postos de saúde para meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. A vacina aplicada em pessoas que já iniciaram a vida sexual pode ter sua eficácia diminuída, já que o HPV pode contaminar quem teve relação sexual sem o uso de preservativos. Por isso, durante a relação sexual o uso de preservativo também é uma importante forma de prevenção.


A vacina contra o HPV é apenas indicada para mulheres.

Mito - Deve ser aplicada em meninas e meninos. Inclusive, a vacina quadrivalente está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18 do HPV, protegendo assim contra as verrugas genitais, o câncer do colo do útero, de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.


Qualquer mulher que tenha vida sexual ativa pode ter HPV.

Verdade - Qualquer mulher que tenha tido relações sexuais pode ter tido contato com o vírus do HPV. O HPV é um vírus muito comum, presente em cerca de 80% das pessoas.


Toda mulher com HPV vai ter câncer de colo do útero.

Mito – Geralmente, o HPV é eliminado pelo organismo, mas, em algumas pessoas, certos tipos do vírus podem provocar verrugas genitais ou alterações benignas no colo do útero que se não tratadas podem levar ao aparecimento de lesões pré-cancerosas ou ao câncer.


O HPV pode ser curado.

Mito – A maioria das infecções por HPV são eliminadas naturalmente pelo organismo, mas algumas persistem podendo desenvolver o câncer. Para esses casos, não existe tratamento do HPV.


Os homens não desenvolvem doenças relacionadas ao HPV.

Mito – Nos homens, assim como nas mulheres, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais. Mas, alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer de pênis, ânus e orofaringe nos homens.


Mulheres jovens não desenvolvem câncer de colo de útero.

Mito - Embora seja mais incidente em mulheres acima de 40 anos, a doença pode se desenvolver em qualquer idade. Inclusive, no Brasil, o número de casos de jovens com câncer de colo de útero avançado tem crescido.


Sangramento vaginal na menopausa pode ser sintoma de câncer de colo de útero.

Verdade – Durante a menopausa qualquer sangramento vaginal deve ser um alerta para uma avaliação médica., que pode ter causas diversas, dentre elas o câncer de colo uterino e de endométrio (corpo do útero). Por isso, é importante estar atenta e procurar um ginecologista ao notar qualquer sangramento que foge do padrão do ciclo menstrual habitual ou na pós-menopausa.


O mioma pode virar câncer de útero

Mito - O mioma é um tumor benigno e não pode virar câncer. Porém, deve ser monitorado e tratado se houver sintomas clínicos como sangramento e/ou aumento de volume.


O exame de Papanicolau pode identificar o câncer de colo de útero

Verdade - O exame de Papanicolau é usado para detectar células anormais ou alterações celulares no colo do útero, desde células pré-cancerosas até o câncer em si, além de outras patologias. Como o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer de colo de útero é a infecção pelo HPV, e o Papanicolau não consegue identificar se há presença do vírus no organismo, existe o teste de DNA do HPV que verifica se há presença do vírus, condição essa que aumenta as chances da ocorrência do câncer. Como ainda não há tratamento para o HPV é importante monitorar se existe a infecção antes dela causar uma lesão e, se houver, fazer um acompanhamento frequente e tratar antes que evolua para um câncer. É importante frisar que um resultado positivo para a presença do HPV não significa que a mulher vai desenvolver o câncer, pois o organismo muitas vezes elimina sozinho a infecção. O Papanicolau é indicado a todas as mulheres que já iniciaram a vida sexual e/ou mulheres entre 21 e 64 anos.

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Médico responsável: Dr. Gustavo Cardoso Guimarães - CRM/SP 80506
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